O que esperar do Seminário em Salvador
O Seminário de Justiça Reprodutiva do Nordeste – Nós por Nós é um evento que ocorrerá nos dias 23 e 24 de julho, em Salvador, na Bahia. Esta iniciativa, promovida pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, tem como objetivo reunificar esforços e debates em torno da saúde, direitos e autonomia das mulheres negras. O seminário acontecerá no Zumví Arquivo Fotográfico, situado no Centro Histórico da cidade, e reunirá diversas vozes, incluindo mulheres negras e quilombolas, acadêmicas, profissionais de saúde, educadores, comunicadoras e representantes de movimentos sociais.
Importância da Saúde da Mulher Negra
A saúde da mulher negra é um tema crítico, frequentemente negligenciado nas políticas de saúde pública. Fatores como racismo, desigualdade social e falta de acesso a serviços de qualidade têm gerado disparidades alarmantes. Dados recentes mostram que a mortalidade materna entre mulheres negras é significativamente maior do que entre mulheres brancas, ressaltando a urgência de discussões voltadas para este grupo.
Desafios da Autonomia das Mulheres Negras
A autonomia das mulheres negras é um aspecto central que será abordado no seminário. As barreiras impostas por práticas discriminatórias, violência obstétrica e obstáculos ao acesso à saúde reprodutiva são desafios que demandam atenção. Discutir como garantir esses direitos é fundamental para a promoção da equidade e dignidade para todas as mulheres.

Lançamento do Dossiê sobre Saúde Quilombola
Durante o evento, um dossiê intitulado “Nós vivemos a mesma realidade” será lançado. Essa publicação coletará dados, relatos e informações resultantes das Jornadas de Saúde Quilombola organizadas pelo Programa de Saúde do Instituto Odara nas comunidades quilombolas da Bahia. O objetivo é sistematizar experiências e enriquecer o debate sobre equidade em saúde, além de enfatizar a necessidade de justiça reprodutiva.
Debates sobre Justiça Reprodutiva
Os debates programados abrangerão temas essenciais, como mortalidade materna, planejamento familiar, gravidez na adolescência, aborto e esterilização. Também será discutida a insegurança alimentar e a educação em sexualidade, abordando o impacto que esses fatores têm sobre a saúde das mulheres negras e sua autonomia.
Participação das Mulheres Quilombolas
A importância da participação ativa das mulheres quilombolas não pode ser subestimada. Elas trazem perspectivas exclusivas e experiências que enriquecem as discussões. O seminário se dedica a proporcionar um espaço seguro para que suas vozes sejam ouvidas, permitindo que compartilhem suas histórias e desafios.
Programação do Seminário
A agenda do seminário incluirá mesas redondas, palestras e discussões em grupo, onde as participantes poderão se envolver diretamente nos tópicos abordados. Essa diversidade de atividades visa fomentar a troca de conhecimentos e experiências, fortalecendo redes de apoio.
Como Garantir Inscrição Gratuita
As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser realizadas através de um formulário online. É uma oportunidade valiosa para qualquer pessoa interessada em saúde, direitos e autonomia das mulheres negras. O acesso é aberto a todos que desejam se informar e contribuir para a discussão.
Impacto da Mortalidade Materna
A mortalidade materna é uma questão alarmante que requer atenção imediata. As estatísticas apontam uma disparidade significativa: entre 2010 e 2023, a mortalidade materna para mulheres negras foi de 108,6 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, comparado a apenas 46,9 para mulheres brancas. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como o seminário, que busca trazer à luz essas desigualdades.
Fortalecendo Redes de Apoio ao Movimento
Um dos objetivos principais do seminário é assegurar que as mulheres negras se unam em uma rede de apoio que transcenda os limites do evento. Fortalecer laços entre participantes e profissionais permitirá que esses esforços se ampliem e continuem a promover mudanças sociais. Ao final do seminário, espera-se que haja um fortalecimento na incidência do movimento de mulheres negras rumo à equidade no acesso à saúde e aos direitos reprodutivos.
