Salvador enfrenta problemas com ampliação do horário de votação

A recente determinação do ministro do STF Cristiano Zanin para que o horário de votação em Salvador fosse estendido até às 19h não teve a implementação esperada.

De acordo com a situação, várias seções eleitorais já haviam encerrado suas atividades quando a informação da prorrogação chegou, impossibilitando a execução da decisão judicial.

As consequências dessa situação afetaram diretamente os eleitores, gerando descontentamento e reivindicações sobre a logística de transporte na capital baiana durante o pleito.

Efeitos limitados da decisão do STF

No último domingo, em Salvador, foi decidido que o horário de votação seria estendido até às 19h, conforme determinação do ministro do STF Cristiano Zanin. Contudo, a ampliação do horário de votação teve um impacto restrito, pois muitos locais de votação já haviam encerrado as atividades quando a informação chegou. Assim, em diversas seções eleitorais, não foi possível implementar a nova diretriz durante este pleito.

A prefeitura de Salvador emitiu orientações depois da controvérsia, indicando que o encerramento antecipado das votações não só limitou o entendimento da decisão do STF como também gerou descontentamento entre os eleitores, que em sua maioria já se encontravam fora das filas ao término das atividades normais.

Protestos e prisões no transporte público

Paralelamente aos problemas com a ampliação do horário de votação, a situação do transporte público na cidade gerou indignação. Em um ato de protesto, o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, teve uma ordem de prisão decretada pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Maurício Kertzman, após a retenção de ônibus nas garagens, evitando que a frota necessária rodasse no dia da eleição.

O secretário da Justiça do Estado da Bahia, Felipe Freitas, informou que 370 veículos estavam fora de operação na capital baiana, enquanto o Procon da Bahia contabilizou 544 ônibus parados. A Defensoria Pública também registrou mais de 2,5 mil denúncias quanto à insuficiência da frota de transporte.

A situação culminou com a Justiça Eleitoral estabelecendo uma multa de R$ 1 milhão em caso de descumprimento das ordens para o transporte adequado de eleitores, além da intervenção da Polícia Civil para investigar as irregularidades. Enquanto isso, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, expressou repúdio pelas ações que prejudicaram o transporte no dia da votação, recebendo relatos de problemas semelhantes em áreas adjacentes.