Em Salvador, estudantes do Colégio da Polícia Militar da Bahia (CPM) transformam sentimentos e experiências em obras de arte na exposição “Um Olhar Sobre Nós”.
A mostra está em exposição no Museu Eugênio Teixeira Leal e poderá ser visitada até 30 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com entrada gratuita.
Participam 63 alunos dos ensinos fundamental e médio, que criaram pinturas, desenhos e colagens durante as aulas de artes, utilizando a expressão artística como ferramenta de reflexão.

O projeto, que já está em sua nona edição, teve início em 2016 e foi interrompido durante a pandemia, sendo retomado no ano letivo atual com a proposta de abordagem a perspectivas de futuro.
Obras e Interação entre Alunos
Em Salvador, estudantes do Colégio da Polícia Militar da Bahia (CPM), unidade Lobato, apresentaram suas criações artísticas na exposição Um Olhar Sobre Nós, que está aberta ao público. O evento, que acontece no Museu Eugênio Teixeira Leal, conta com a participação de 63 alunos dos ensinos fundamental e médio, que transformaram sentimentos, sonhos e experiências em pintura, desenho, colagem e técnicas mistas. A entrada é gratuita e a mostra permanece disponível até o dia 30 de outubro, funcionando de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.
A exposição Um Olhar Sobre Nós não só apresenta obras de arte, mas também promova uma interação significativa entre alunos de diferentes séries. Segundo a diretora pedagógica do CPM Lobato, Isa Barbosa, esse projeto estimula a união e a amizade entre os alunos, permitindo que eles compartilhem suas visões e sentimentos enquanto trabalham juntos em suas criações. Os alunos aprendem a interagir, criando laços que são fundamentais para seu desenvolvimento pessoal e artístico.
O Processo de Criação das Obras
O processo de criação das obras expostas é gradual e envolve desafios e descobertas. Inicialmente, alguns estudantes mostram resistência, mas ao serem expostos ao trabalho dos colegas, começam a se envolver mais. De acordo com o professor de artes Paulo André, essa dinâmica gera um ambiente rico para o desenvolvimento de habilidades manuais e técnicas artísticas. Os estudantes passam a desenvolver um senso crítico sobre suas obras, refletindo sobre a qualidade do que produziram e se questionando sobre suas escolhas criativas.
A cada edição do projeto, que começou em 2016 e já está em sua nona edição, um novo tema é explorado. Nesta oportunidade, os estudantes trabalharam a partir de uma proposta voltada à perspectiva de futuro. Durante a criação das peças, eles são incentivados a expressar sentimentos e experiências que muitas vezes não conseguem colocar em palavras, utilizando a arte como uma ferramenta de reflexão. Esta edição busca resgatar a história da arte brasileira e a importância de temas como autoestima e identidade.
Um dos destaques da exposição é o trabalho da estudante Raíssa Evangelista dos Santos, que retratou a própria imagem na obra intitulada Retrato de Mim. Com características do expressionismo, ela utiliza cores fortes e traços marcantes para abordar sua relação com a aparência e o processo de aceitação do próprio cabelo. Raíssa explica: “Essa obra representa como me vejo e é uma forma de mostrar que meu cabelo é bonito e eu não deveria ter vergonha disso.”
